BANDA GÁSTRICA vs BYPAS GÁSTRICO QUAL DELES?
Olá uma vez mais...hoje venho vos falar sobre um tema que anda em voga (banda gástricas e bypass gástrico) Cirurgias que levam a pessoas de obesidade extrema a fazer pois estão num limiar de risco de saude por causa do peso. As pessoas de obesidade, consideram que este é o unico resultado para perderem peso. Sim é uma das soluções, mas também acaba por trazer outros senão, como por exemplo: cirurgias plásticas, para retirar as peles em excesso que ficam devido á perca repentina de peso.
Mas deixo aqui alguma informação sobre estas duas cirurgias, antes de vos apresentar um caso de uma pessoa próxima que pos banda e depois fez bypass.
Banda gástrica ajustável
Uma banda gástrica ajustável é um dispositivo insuflável de silicone em forma de anel que implantado em torno da parte superior do estômago e que se destina ao tratamento da obesidade. O dispositivo divide o estômago em duas câmaras e reduz a quantidade de alimentos ingeridos através da obstrução direta à ingestão de sólidos e à indução de uma digestão lenta, o que permite que a sensação de saciedade seja atingida quando a quantidade de alimentos ingerida ainda é pequena. Sob a pele é colocado um dispositivo de ajustamento, facilmente acessível em consultas de ambulatório.
A cirurgia para implantação de uma banda gástrica é uma entre várias modalidades de cirurgia bariátrica, destinada a pacientes obesos comíndice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 40, ou entre 35 e 40 no caso de pacientes com outras comorbidades que possam ser melhoradas com a perda de peso: apneia do sono, diabetes, osteoartrite, hipertensão ou síndrome metabólico. Entre os pacientes com banda gástrica ajustável, cerca de 30% conseguem atingir o peso pretendido, enquanto que 80% perdem pelo menos algum peso
Bypass Gástrico
Consiste em tornar o estômago mais pequeno, de forma a permitir aos alimentos passarem para uma porção do intestino através de um Bypass realizado entre o estômago e intestino, o que irá provocar no paciente uma sensação de saciedade mais rápida do que com o estômago de dimensão normal, reduzindo assim a quantidade de alimentos e calorias ingeridos. A realização do Bypass entre o estômago e uma porção do intestino, resulta também numa menor absorção de calorias, o que origina uma perda gradual de peso.
A maior parte dos pacientes, recuperam sem complicações. O tempo de internamento pode ir de 2 a 4 dias e poderá iniciar a sua actividade laboral, após 2 a 4 semanas. Alguns pacientes poderão ter necessidade de realizar uma abdominoplastia 1 a 2 anos depois de ter perdido peso apenas por questões estéticas.
Hoje em dia, têm-se ouvido muitos casos de pessoas que colocaram a banda tiveram que retirar e fazer o bypass, pois esta não garantia a qualidade de vida a longo prazo. Um estudo da Universidade da California, vem comprovar isso mesmo. Vendo-se mesmo que as pessoas com passar do tempo voltaram a ganhar grande parte do peso perdido. Estatisticamente estima-se que 40% das cirurgias banda têm complicações após as mesmas.
Mas sejamos realistas... independentemente de banda ou bypass, as pessoas têm que colocar em mente que não podem continuar a ter o tipo de vida que faziam. Á restrições na mesma, apesar de perderem peso, não siginifca que podem comer tudo e mais alguma coisa, pois o risco de continuar a ter colesterol e diabetes, mantém-se!
Apresente-vos um caso meu próximo. Uma senhora já com os seus quarentas e poucos anos, obesidade mórbida, colocou banda e emagreceu alguma coisa, mas passados uns anos teve que fazer bypass. Ora a perca de peso foi abismal. Não a via faz algum tempo e fiquei estupefacta ao ver como estava magra. Perguntei-lhe que lhe tinha acontecido.
Ela respondeu:" Tirei a banda gástrica, não estava a fazer efeito...e recuperei o peso que tinha perdido, foi decido fazer o bypass!", " Tenho menos fome, fico saciada por pouca coisa, mas tenho que confessar que comia muito e mal. Os meus pequenos almoços era vir aqui ao café comer um salgado, café e um bolo!", " Não tenho cuidados com alimentação e dietas também não consigo, gosto de comer estas coisinhas assim, sei que não devia mas sabem-me bem!"
Fiquei realmente sem palavras, quer dizer: como ela queria alguma vez emagrecer se não cortava no que lhe fazia mal, e perguntei: " E continuas a fazer o mesmo?" ela respondeu:" Sim, agora com estomago mais reduzido, não como muito, mas mantenho este ritual: café e rissól ao pequeno almoço!"
Jornal Publico:
Segundo noticia de 2007, da fonte LUSA o estado iria comparticipar a 100% as cirurgias da banda gástrica para pessoas com IMC acima dos 40. Um valor de 4507,69€ a pagar pelo estado por cirurgia. Áqueles inscritos no Sistema de Gestãode Doentes Inscritos para Cirurgia, receberão o montante total da cirugia.
Segundo dados do último estudo realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública, despendem-se anualmente cerca de 500 milhões de euros com o tratamento para a obesidade e a morbilidade dela decorrente.
Segundo o mesmo estudo, o aumento da obesidade em pessoas entre os 55 e os 64 anos aumentou 30,7 por cento nos homens e 16,3 por cento nas mulheres e na faixa dos 18 aos 24 anos aumentou 33,9 por cento entre os homens e 25 por cento entre as mulheres.
Com respeito áquelas pessoas que não conseguem de facto perder peso e chegam ao ponto de ter que decorrer as estas intervenções, fico um pouco desiludida com facto que, além de eu estar a contribuir também para as comparticipações destas cirurgias, não acham que devem admitir também que não se auto-ajudam para conseguirem perder peso?! Não acho correto que maioria destas pessoas que fazem banda ou bypass, 90% dos casos são semelhantes aos que apresentei acima. Não concordo que gaste-se dinheiro com casos que afinal as pessoas, de uma vez por todas, tomem uma decisão na vida de deixar de comer os ditos salgados ao pequeno almoço ou beber 1 litro coca-cola por dia, e comer dois bolos todos dias e ficar maior parte do tempo sentado no sofá a mudar a de canal. Pensam que agora que vão fazer bypass é que vão ser saudáveis! Será que vão? A continuar a comer as porcarias que come sem fazer nada por ela, mesmo com cirurgias? As doenças cardiovasculares não vão desaparecer...e o risco mantém-se. Tudo parte de nos educar, e se de inicio dermos essa educação a nós próprios e passar para nossos filhos, talvez se consiga dimunir a taxa de obesidade infantil e os custos de operações.



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