terça-feira, 16 de setembro de 2014

Banda Gástrica vs Bypass Gástrico


BANDA GÁSTRICA vs BYPAS GÁSTRICO QUAL DELES?


Olá uma vez mais...hoje venho vos falar sobre um tema que anda em voga (banda gástricas e bypass gástrico) Cirurgias que levam a pessoas de obesidade extrema a fazer pois estão num limiar de risco de saude por causa do peso. As pessoas de obesidade, consideram que este é o unico resultado para perderem peso. Sim é uma das soluções, mas também acaba por trazer outros senão, como por exemplo: cirurgias plásticas, para retirar as peles em excesso que ficam devido á perca repentina de peso.
Mas deixo aqui alguma informação sobre estas duas cirurgias, antes de vos apresentar um caso de uma pessoa próxima que pos banda e depois fez bypass.



Banda gástrica ajustável
Uma banda gástrica ajustável é um dispositivo insuflável de silicone em forma de anel que implantado em torno da parte superior do estômago e que se destina ao tratamento da obesidade. O dispositivo divide o estômago em duas câmaras e reduz a quantidade de alimentos ingeridos através da obstrução direta à ingestão de sólidos e à indução de uma digestão lenta, o que permite que a sensação de saciedade seja atingida quando a quantidade de alimentos ingerida ainda é pequena. Sob a pele é colocado um dispositivo de ajustamento, facilmente acessível em consultas de ambulatório.
A cirurgia para implantação de uma banda gástrica é uma entre várias modalidades de cirurgia bariátrica, destinada a pacientes obesos comíndice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 40, ou entre 35 e 40 no caso de pacientes com outras comorbidades que possam ser melhoradas com a perda de peso: apneia do sonodiabetesosteoartritehipertensão ou síndrome metabólico. Entre os pacientes com banda gástrica ajustável, cerca de 30% conseguem atingir o peso pretendido, enquanto que 80% perdem pelo menos algum peso
                                                       Bypass Gástrico
Consiste em tornar o estômago mais pequeno, de forma a permitir aos alimentos passarem para uma porção do intestino através de um Bypass realizado entre o estômago e intestino, o que irá provocar no paciente uma sensação de saciedade mais rápida do que com o estômago de dimensão normal, reduzindo assim a quantidade de alimentos e calorias ingeridos. A realização do Bypass entre o estômago e uma porção do intestino, resulta também numa menor absorção de calorias, o que origina uma perda gradual de peso.
A maior parte dos pacientes, recuperam sem complicações. O tempo de internamento pode ir de 2 a 4 dias e poderá iniciar a sua actividade laboral, após 2 a 4 semanas. Alguns pacientes poderão ter necessidade de realizar uma abdominoplastia 1 a 2 anos depois de ter perdido peso apenas por questões estéticas.

Hoje em dia, têm-se ouvido muitos casos de pessoas que colocaram a banda tiveram que retirar e fazer o bypass, pois esta não garantia a qualidade de vida a longo prazo. Um estudo da Universidade da California, vem comprovar isso mesmo. Vendo-se mesmo que as pessoas com passar do tempo voltaram a ganhar grande parte do peso perdido. Estatisticamente estima-se que 40% das cirurgias banda têm complicações após as mesmas.

Mas sejamos realistas... independentemente de banda ou bypass, as pessoas têm que colocar em mente que não podem continuar a ter o tipo de vida que faziam. Á restrições na mesma, apesar de perderem peso, não siginifca que podem comer tudo e mais alguma coisa, pois o risco de continuar a ter colesterol e diabetes, mantém-se!
Apresente-vos um caso meu próximo. Uma senhora já com os seus quarentas e poucos anos, obesidade mórbida, colocou banda e emagreceu alguma coisa, mas passados uns anos teve que fazer bypass. Ora a perca de peso foi abismal. Não a via faz algum tempo e fiquei estupefacta ao ver como estava magra. Perguntei-lhe que lhe tinha acontecido.
Ela respondeu:" Tirei a banda gástrica, não estava a fazer efeito...e recuperei o peso que tinha perdido, foi decido fazer o bypass!", " Tenho menos fome, fico saciada por pouca coisa, mas tenho que confessar que comia muito e mal. Os meus pequenos almoços era vir aqui ao café comer um salgado, café e um bolo!", " Não tenho cuidados com alimentação e dietas também não consigo, gosto de comer estas coisinhas assim, sei que não devia mas sabem-me bem!"
Fiquei realmente sem palavras, quer dizer: como ela queria alguma vez emagrecer se não cortava no que lhe fazia mal, e perguntei: " E continuas a fazer o mesmo?" ela respondeu:" Sim, agora com estomago mais reduzido, não como muito, mas mantenho este ritual: café e rissól ao pequeno almoço!"

Jornal Publico:
Segundo noticia de 2007, da fonte LUSA o estado iria comparticipar a 100% as cirurgias da banda gástrica para pessoas com IMC acima dos 40. Um valor de 4507,69€ a pagar pelo estado por cirurgia. Áqueles inscritos no Sistema de Gestãode Doentes Inscritos para Cirurgia, receberão o montante total da cirugia.
Segundo dados do último estudo realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública, despendem-se anualmente cerca de 500 milhões de euros com o tratamento para a obesidade e a morbilidade dela decorrente.

Segundo o mesmo estudo, o aumento da obesidade em pessoas entre os 55 e os 64 anos aumentou 30,7 por cento nos homens e 16,3 por cento nas mulheres e na faixa dos 18 aos 24 anos aumentou 33,9 por cento entre os homens e 25 por cento entre as mulheres.

Com respeito áquelas pessoas que não conseguem de facto perder peso e chegam ao ponto de ter que decorrer as estas intervenções, fico um pouco desiludida com facto que,  além de eu estar a contribuir também para as comparticipações destas cirurgias, não acham que devem admitir também que não se auto-ajudam para conseguirem perder peso?! Não acho correto que maioria destas pessoas que fazem banda ou bypass, 90% dos casos são semelhantes aos que apresentei acima. Não concordo que gaste-se dinheiro com casos que afinal as pessoas, de uma vez por todas, tomem uma decisão na vida de deixar de comer os ditos salgados ao pequeno almoço ou beber 1 litro coca-cola por dia, e comer dois bolos todos dias e ficar maior parte do tempo sentado no sofá a mudar a de canal. Pensam que agora que vão fazer bypass é que vão  ser saudáveis! Será que vão? A continuar a comer as porcarias que come sem fazer nada por ela, mesmo com cirurgias? As doenças cardiovasculares não vão desaparecer...e o risco mantém-se. Tudo parte de nos educar, e se de inicio dermos essa educação a nós próprios e passar para nossos filhos, talvez se consiga dimunir a taxa de obesidade infantil e  os custos de operações. 



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